Escrever não é um bicho de 7 cabeças, apesar de não ter a fórmula mágica

write-593333_1280Escrever não é bicho de 7 cabeças. Pelo contrário, é algo muito fácil, uma técnica muito simples que segue basicamente uma sequência lógica de informações, com clareza e que seu objetivo final é o de fazer com que seu texto seja compreensível para quem o ler. Apenas, uma transposição da fala coloquial/oral para a escrita informativa/opinativa.

Digo que escrever um texto não difícil, pois se assim o fosse as pessoas não se comunicaria. Diariamente nós estamos informando na forma oral a alguém sobre coisas que aconteceram em nossas vidas: “Se o dia de trabalho foi legal”, “Como foi a viagem que fiz”, “Como estava o sabor da refeição do restaurante”, ou de “Como foi o jogo de futebol deste domingo”.

Mas, por que contar algo que aconteceu em sua vida é tão simples, automático até, e escrever a mesma informação em forma de escrita se torna algo horripilante para alguns? Simplesmente porque não temos hábito de escrever ou ainda, em alguns casos, queremos escrever sobre aquilo que não sabemos. Ainda por cima, foi construído um mito em nossa mente de que o ato de escrever parece ser algo exclusivo a uma casta de abnegados.

Escrever é a manifestação do  expressão do coração

Sim, escrever bem também está ligado ao coração. “Sua boca fala daquilo que o seu coração (cérebro) está cheio”. Esta frase foi pronunciada há mais de 2 mil anos, mas ela ainda continua viva e pode servir como dica para escrever bem.

Pois bem. Escrever é uma narrativa ou descrição de algo que aconteceu ou de alguma coisa que você pretende informar, ensinar, ou ainda convencer alguém a favor ou contra. Guarda muito de sua personalidade e é isto que diferencia seu texto dos outros e o torna único.

Entretanto, indiscutivelmente para escrever um texto se faz necessário saber ler e escrever corretamente. Transmitir, de forma escrita algo de forma coerente. Outra coisa que se deve ter em mente quando se escreve é observar que o texto segue uma estrutura muito simples: Introdução – Desenvolvimento e Conclusão. Sim, antes tem o título.

Na introdução o escritor apresenta, numa espécie de resumo, de que trata o texto. É uma espécie de resumo chamativo para que o leitor se interesse pela leitura. Assim, depois de fazer uma breve apresentação, pode lançar algumas dúvidas ou reflexões que serão abordadas na parte maior do texto que é o seu desenvolvimento ou corpo. Por último a conclusão, que é um resumo de fechamento daquilo que você informou para o leitor.

Observe que a única diferença que existe entre ao contar uma história para outra pessoa e a produção de um texto é que você, ao escrever segue estas regras: título, introdução, desenvolvimento e conclusão. Já na fala, ela não segue regras. Assim, escrever um texto é ordenar uma fala coloquial.

Por exemplo, você chega para seu amigo ou amiga e diz conta que assistiu no sábado uma palestra sobre empreendedorismo digital. A conversa vai rolando e você conta o que aconteceu. Seu amigo ou amiga faz algumas intervenções e, de repente entra outro assunto. Você é seu interlocutor não tiveram a preocupação de organizar esta fala, como no exemplo abaixo:

Titulo: Meu primeiro contato com o empreendedorismo digital

Introdução: Sábado, em tal local, de tal a tal hora assisti a uma palestra sobre empreendedorismo digital. A palestra foi proferida por fulano de tal e aprendi as noções básicas sobre o assunto.

O desenvolvimento: Aqui você vai escrever o que foi falado na palestra. Como diria os mais antigos: “timtim”, por “timtim”.
Além de descrever os fatos você vai botar algumas opiniões suas, Do que as pessoas acharam. Se a palestra foi legal, ou era tão enfadonha a ponto da maioria do público passar a maioria do tempo bocejando e se espreguiçando.

Conclusão: Agora você vai fazer o fechamento do assunto. Fazer um resumo do que foi visto. E se você tiver interesse de que seu interlocutor vá ler seu texto outra vez, usar algum argumento que o motive para isto.

Ninguém escreve daquilo que não sabe

Agora veja, o outro lado da coisa. Imagine que você não foi a esta palestra e alguém pedisse para você fazer um texto de 300 linhas, por exemplo. Claro que não poderia sair nada. Ou seja, ninguém consegue escrever ou falar daquilo que não sabe.

É exatamente isto que acontece com a maioria das pessoas. Não presenciaram o fato, nunca leu sobre o assunto e com isto não sabem escrever sobre tal. Isto acontece muito no mundo online. Muitos criam um blog sobre determinado assunto somente porque soube que este nicho era rentável.

Como não conhecem nada deste nicho, e querem “encher” o blog de informações apelam para o plágio. Porém, isto seria resolvido se tivessem paciência, procurassem estudar o assunto com calma e a medida que forem se apropriando do assunto escrevendo sobre o mesmo.

A fórmula mágica

Além disto (conclusão) não tenho um modelo mágico de como “ensinar” a alguém produzir bons textos. Mas, ficam estas dicas: só se fala daquilo que se sabe. Assim, leia bastante sobre o assunto. Depois disto, sente no computador e comece a escrever sobre o que você interpretou das leituras. Encerrado o assunto, releia o que escreveu e tente organizar as informações seguindo a estrutura textual: introdução – desenvolvimento e conclusão. Por último titule o texto.

Neste texto, trouxe dicas gerais de como se deve escrever um texto. Porém, no marketing digital existe uma técnica que vai além do texto simplesmente. Mas, isto vai ser outro assunto que abordarei em texto complementar.

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wlisses

Jornalista, professor e empreendedor digital. Adoro pesquisar e compartilhar aquilo que aprendi. Assim, tanto aprendo, como estarei sempre ajudando a outras pessoas para que consigam também realizar os seus sonhos.

Website: http://wlissesguerra.com.br